terça-feira, 20 de maio de 2014

Amor


O amor divino, o amor que consola, defina amor. Sentimento, instrumento, ego, prazer. Sente-se com o corpo, mas ilustra-se com a alma. Singelos sinais que nos tornam reflexos de nossos anseios. Sim, expectativas que nascem, que vão e vem sem propósito. Fulguram na grande história, grandes enlaces amorosos. Destempero, loucura, paixão, ilusão. Mas realmente o que se sente, sela a alma com algo inexplicável, blindado, sensível e forte. Muito mais em expressões que atitudes. Verificamos com nossas consciências se estamos insanos, respondemos antes dela: porque não? Dizem por aí que se morre de amor. Luxúria, sexo, vibrações, isso também é amor. A inconstante dúvida que te cerca é: É correto amar dessa forma, ou daquela? Ou será que nunca amei?
Atitudes de criança em velhos barbados, dondocas e idosos, tudo impensado, puro instinto, puro amor. O que esperar de quem se ama? Não espere, pois pode-se amar enlouquecidamente, ou apenas acarinhar o que se ama. Não há certo ou errado, apenas frutos de uma herança digna de prediletos de um rei. Mas há coerência, se colocardes este rei como modelo, singelo,simples, humilde. E aí, já amou?
Há muito o que explorar em nossos corações, mas muito pouco o que calcular, pelo menos em se tratando de amor.
Verdades muitas, mentiras aos milhares, inveja, ciúme, a quem realmente amas? A alguém ou algo, ou simplesmente a ti mesmo? Nada contra, mas uma única verdade os deixa a pensar: Se amardes mais a ti que a teu próximo, será amor?
Reflexos de uma iluminação mundana, obscurecendo a tua alma. Convido-te a redescobrir este sentimento com incontáveis adjetivos. Ame tudo e a todos, ame o sol, a lua e as estrelas, as árvores, os bichos, a vida. Seja belo como ele, seja louco como ele, multiplique-se como ele. Invista nesse crescimento, mude a perspectiva, somente seja o amor.


M.C. (Autoria preservada)