segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Trabalho e Orgulho

A vós que fostes escolhido como portador de um dom divino me refiro nessas linhas. Reconheces em teu reflexo as mágoas que causaste a teu Pai, vivifica a fonte de luz que de teu nascimento brotou para o mundo, estende a tua voz ao alto e clama o retorno ao seio de teu Pai. Choram as viúvas suas perdas, mas esquecem da graça que há pouco foi concedida aos seus queridos na morte. Assim sois vós, viúvas sem causa, amor sem semente, clamor sem fé. Já é sabido que se aproxima o dia do Senhor, não mais por parábolas, mas por sinais em todo o mundo. Sente-se seguro em apresentar tua parte nesta obra como realizada com eficiência? Serás arrogante a este ponto? Orar e agradecer é sempre válido e necessário, mas aonde deixaste os dons a ti emprestados como ferramenta para esmero e consideração de teus semelhantes? Sim, passas mais tempo a contemplar e pouco ou quase nada mais a trabalhar. Finge que não vê, finge que não escuta, finge que não podes escrever, és um eterno fingimento em favor de teus devaneios. Vale a reflexão, onde pretendes chegar com essa fuga de tua porção divina? Serás tão tolo que não vês o futuro como terra que se esvai rapidamente por entre os dedos? Mas te digo em verdade, "Há quem muito foi dado, muito será cobrado". Reflete e repensa, já não basta tanto nada frente a um tudo em glória e amor no teu Deus? Muitas perguntas e poucas respostas, é porque estas tens que buscar em teu coração, nunca em tua mente.


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